terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Fim da Temporada do Theatro Pedro II com “Quebra nozes e castanhas”!

 

Fim da Temporada do Theatro Pedro II com “Quebra nozes e castanhas”!

 

O Theatro Pedro II encerra a temporada de 2024 com a apresentação do Concerto de Natal “Quebra Nozes e Castanhas”.

Foi um ESPETÁCULO na plenitude dos sentidos. Uma das mais belas noites de Natal que Ribeirão Preto contemplou.

Orquestra Sinfônica afinada e poética na sua interpretação virtuosa do repertório musical composto pelo compositor russo Piotr Ilitch Tchaikovski e demais músicas natalinas.

O Maestro Reinaldo Nascimento consolida-se na linhagem dos melhores regentes que Ribeirão Preto teve o prestígio de patrocinar. Aplausos a toda Diretoria da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto que não tem poupado esforços para manter este patrimônio cultural e a seus musicistas.

Coral e solistas encantaram com as músicas, as natalinas inclusas. Embora todos e todas merecessem ser citados, destaco o “rouxinol de Ribeirão Preto” a soprano Cristina Mode Angelott. Sempre afinada, empolgante e carismática. Dominou a cena dos gatos.

Mas, “Quebra Nozes e Castanhas” não seria possível sem a direção artística de Marisol Gallo.  Guardem este nome. Ouviremos falar muito dela ao longo dos anos.



Marisol Gallo desde os idos de estudante no Colégio Santa Úrsula se destacou na dança. Iniciou nas artes pelo piano, sendo aluna de Marise Michelacci – que fez carreira célebre nas Igrejas de Roma. Mas, foi na dança que Marisol encontrou sua paixão pela arte e o sucesso nacional e internacional.

Gallo inscreve seu nome ao lado das grandes professoras de artes de Ribeirão Preto, entre as quais destaco Dináh Pouso Godinhho Mihaleff – já falecida – e Gilda Montans.

O corpo de baile foi um show! Artistas de todas se cepas se apresentaram com destaque para o ballet. Mas, com a cena dos “ratos” uniu o clássico ao contemporâneo demonstrando que a arte é viva, se atualiza, se reinventa e faz o belo sempre presente em sua diversidade ao som da belíssima Sinfônica.

O corpo de baile foi extraordinário, idem para o cenário e as indumentárias. Tudo de excelente bom gosto e fino acabamento.

Como tive o prazer dizer pessoalmente a Marisol Gallo – “Amei o espetáculo. Você dirigiu o melhor espetáculo do ano feito pelas gentes de Ribeirão Preto este ano. Parabéns! Cheguei às lágrimas em alguns momentos. Estava maravilhoso”

Assim, ficam os agradecimentos a todos e todas que nos emocionaram, dentre os quais cito, além dos acima mencionados: Anita Furlan, Carla Barreto, Pedro Luiz Faccio, Yoshi Engracia Suzuki, Alessandro Florêncio Akapohi, João Gabriel Inocêncio, Dandara Caetano, Talisson Costa e Maria Eduarda Caregatti. Todos e todas brilhantes.

Fica a gratidão a todos e todas pelo espetáculo maravilhoso.

Ficou provado: Ribeirão Preto pode o que desejar!

Feliz Natal!

Feliz Ano Novo!

 

Wlaumir Souza.

 

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Átimo

Átimo

(Wlaumir Souza)

Segura a minha mão

Enquanto há tempo

Enquanto a tenho estendida

Beija a minha boca

Enquanto é tua

 

Deu-me 33 nãos

Soturno e invertido

Rejeitei-te duas vezes

 

No final

Todos perderam no desencontro

No embate paralelo do tempo

No começo abortado

O fim persistiu

 

Não abro mão de mim

Sabotando o que restou

Segui adiante

No caminho das pedras triangulares

Peregrinando o Vale dos Desenganos

 

Descansei na Praça do mérito

Onde a resiliência desabrocha

Rumo a novos horizontes

Como peregrino da existência

Descobri caminhos e percursos

Dantes impossíveis

Se estivesse ao lado seu

 


 

 


segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Brevidade

 Brevidade

(Wlaumir Souza)

O tempo parou

Fraturado pelo desejo

Não acolhido

Suspirou tanto

Tantas vezes

O coração tremia

Arritmia da realidade

Profunda

Distante

 

O tempo parou

Longos breves anos se passaram

E o desejo a latejar

Congelado no tempo do agora

Sempre o mesmo

Martelando no peito

Com o peso da pata de elefante

Inclemente na mente

Latejando em memórias e sonhos

 

O tempo parou

Ressequido da esperança

Delirava em lágrimas agridoces

Suspirou tanto e tantas vezes

Que um eco se formou

Se alastrou

Corpo adiante

Corpo afora

 

O tempo parou

Tão tempo

Tão estático

Tão átimo

Tão circular



 

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Equinócio

 Equinócio

(Wlaumir Souza)

Que o amor floresça

Qual primavera

Com a alegria infantil

Descobrindo o algodão-doce

Venha sem medo ou vergonha de ser

Na verdade feliz

De ser sujeito na imaginação

Irmanada em laços e abraços

De sentidos mil

Eternize-se no tempo do presente

Posto o amor incontido

Não reconhecer ao tempo

Poder algum além do agora

O Cosmos se realinhou

As oportunidades sorriem

Vem novos ventos

Em brisas e maresias estelares

O portal de abriu

Seu privilégio é escolher

Entrar ou partir



 

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Reflexos

 Reflexos

(Wlaumir Souza)

Pergunta de toque

No meio do percurso

Continua como interrogatório noturno

Livre de amarras

Caleja a mente

Se põe a voar

Entrelaçando ideias e ideais

Ilumina os pontos mais íntimos

Fita tudo em um claro-escuro

De brumas de inverno

Que existiam outrora

Ainda resistem ao Aquecimento Global

Fica tilintando qual mensageiro dos ventos

Em noite de inverno

Não quer saber de castelos

Deseja a mente por completa

A existência diante de si

E da experiência lapidar

Questiona no pretérito imperfeito

O que poderia ser

Além do que foi 

Ou não se realizou



segunda-feira, 9 de outubro de 2023

VIDA

 VIDA

 (Wlaumir Souza)

Marcadas nas estradas de vida

As pegadas em rastros de furacão

Encruzilhadas e ciladas

Oportunidades e desenlaces

Frustrações e realizações

Trilhando a cada pedra

Uma resiliência de confetes

Encantei-me por ser Fênix

A cada raiar do sol

A vida encanta e se desdobra

Em furta-cor de oportunidades

E miríades de oportunidades

A vida é agora

É este átimo relâmpago

Que se mira no futuro

Se enxerga no passado

Fugidia se ascende e ilumina

Tudo o que pode ser

Num abraço de esperança

Seguindo as trilhas percorridas

Inventando novos caminhos



segunda-feira, 25 de setembro de 2023

TRAÇOS

 TRAÇOS

(Wlaumir Souza)

Me destes tantos nãos

Das mais diferentes formas

Adicionados pelas atitudes

Que pelas palavras

Que os colecionei

Um a um os contei

Vida segue

Fiz com eles

Um destino reinventado

Trançado de dor e esperança

Conquistas e refugos

Ralentando caminhei adiante

Trazendo nas mãos a esperança

No olhar a espera

Reencontrei o sentido

Vivi entre o Céu e o Inferno

Numa gangorra

Em meio a flores que desabrochavam

Espinhos que murchavam

Como ensinou Cora Coralina

Escolhi o Sol

Atingi as Estrelas

Infinitamente mais belas e diversas

Numa eternidade caleidoscópica luzidia

Sem ponto final

Apenas e simplesmente

Exclamação eternal