Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens

domingo, 11 de junho de 2023

Percursos

 

Percursos

(Wlaumir Souza)

Entre caminhos e possibilidades

Me perdi em labirintos de desejos

Trançados pelas fiandeiras do Destino

A liberdade brandiu o sinete da vitória

Os riscos foram inglórios

Caminhei em estradas espinhosas

Redefini os percursos

E não parei

Fui até a Paz Profunda

Que se destina a quem ousa buscar

Os sentidos mil da existência

Em vestes que se trocam pela busca da plenitude

Trouxe assim entre possibilidades e caminhos

O Destino que sempre quis



segunda-feira, 6 de junho de 2022

Tic-tac

 Tic-tac

(Wlaumir Souza)

O tempo

É um deus devorador

Devora sonhos e esperanças

De bons e maus

Contrário a inflexibilidade

Segue dando novas oportunidades

A sonhadores e esperançosos

A Cada um e a todos e todas

Segue a cada dia dizendo

Acorda

Segue

Emende-se ou remende-se

Agarre seu desejo

E vá e se transforme

Numa dialética

Entre oportunidade e devorar

É o deus tempo o mais contraditório

Ao lidar com a liberdade

De ser e estar

Num contínuo infindo

É o deus menos lembrado

É na culpa o mais cultuado

Se tivesse feito assim

Se tivesse dito assim

Seguem as portas e janelas abertas

Salta na liberdade

E escolha no seu tempo

Tic-Tac



segunda-feira, 11 de abril de 2022

Rejeitados

 

Rejeitados

(Wlaumir Souza)

 

Passaram-se os dias

Transcorreram os meses

Findaram os anos

Depois

Quando o destino não mais resistia

Se reencontraram

Trocaram olhares e abraços

Lágrimas rolaram

E num silêncio cumplice

Sentiram as amarras das margens

Dos mares de lágrimas

Experimentaram a violência das margens

Da sociedade que viviam

Notaram o peso do não

E do consentimento a tudo que não eram

Tudo por um contexto

Que não ressurge mais

Nem das lágrimas                                                          

Dos olhares

E dos silêncios

Seguiram adianta em silêncio

Repetindo o mesmo erro

Das margens da história do passado-presente



 

segunda-feira, 14 de março de 2022

Bordejo

 

Bordejo

(Wlaumir Souza)

(Dedicado a Elis Gunella)

 

Depois da vida rasgar

Remende-se com a linha da esperança

Amparado pelo dedal do amor

Siga firme com a agulha da resiliência

Bordando novas experiências

No tecido da vida

Há sempre espaço

De mais uma paisagem

No amanhecer celestial

De uma nova quimera

Na existência que se refaz

Em meio a tantos bordejos

Que se resignificam

Num lindo pensar

 


domingo, 21 de novembro de 2021

Nostalgia

 

Nostalgia

(Wlaumir Souza)

No museu, o relicário

Religando o esquecido à coisa alguma

A ilusão ao murmurinho

- Ploft

A jabuticaba caiu

Ao ver a jaca sorrir

Assim reinventada em magias

Entendeu que o passado

Só existe no presente

Enquanto linguagem que se reinventa

Enquanto humanidade que se fragmenta

Segue relembrando e rememorando e reiventando

Os segundos

Se transmutaram em horas

Os dias

Em anos de furta-cor

Eita força vital

Da memória consciente ou inconsciente

A gritar em céu aberto

De tanta nostalgia

Do que continua sendo em linguagem



 

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Janela

 Janela

(Wlaumir Souza)

Triste profundeza do poder entediado

De si mesmo ao largo do encontro!

 

Ao largo

Encontro

Entediado de si mesmo

O poder

Triste profundeza

 

Do poder entediado de si mesmo

Ao largo do encontro

 

Do poder

De si mesmo

Entediado

Encontro ao largo

 

De si mesmo ao largo do encontro!

Encontro

Ao largo

De si mesmo

 

Encontro!



segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Liberdade

Liberdade

(Wlaumir Souza)

Embalada para presente

Alçou-se num futuro

Que nunca amanheceu

 

Acondicionada entre laços e enlaces

Despediu-se qual estranha

Observada a todo instante

 


Quisera abraçar-te

Entregar-me a ti

Como amantes

Despreocupados e despudorados

 

Sei teu nome teu

Teu sentido

Desconheço tua existência

 

Plena ou calada

Sentida ou apartada

Um dia entrego-me a ti

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Segredo

 

Segredo

(Wlaumir Souza)

Silêncio...

Silêncio.

A chave do segredo

É a mais potente verdade

Do íntimo desejo

Dissoluto traidor do silêncio

Sobre ele recai

Silêncio...



A condenação de nada ser

Para além da existência de si mesmo

Fora da história amiga

Será improbo ausência

Silêncio.

domingo, 19 de setembro de 2021

Príncipe das Águas...

 Príncipe das Águas...


(Wlaumir Souza)


Destino

Cel. Bandido

Deste-me o que ver

Não o que ter

 

Pretensioso acaso planejado

Os gregos foram teus escravos

Do drama com fortuna de livramento

Vejo-me no enredo

 


Arremedo

Na tragédia

Remendo

Âncora que me liberta

 

Destino

A poeira da história vos encobre

Liberdade

Brande com a ilusão

- O destino? Foi sepultado!

domingo, 12 de setembro de 2021

Memento

 Memento

(Wlaumir Souza)

No contrato da vida

Na última linha

Em letras em caixa alta e negrito e itálico e grifado

Está previsto o fenecimento

 

Muitos temem a morte

E se esquecem do morrer

Morrer com leveza

È privilégio de poucas

Com dignidade é quase a confirmação

De que existem milagres

 


O morrer em dor

O morrer dormindo

O morrer ao relento

O morrer em casa

O morrer hospitalar

O morrer síncope

O morrer se desdobra na existência humana

Em seus infinitos cultivos de poentes e de inexistências

 

Mais que o morrer

O que é reverberado

É o morto

Mais que temor à morte

Além do tremor do morrer

O morto nos espanta

Enquanto a tantos outros admira

 

Para onde foi o que vivia

Para onde segue sua existência

Para onde vai sua memória

Para onde ruma os seus ditos

Com quem fica sua eternidade

O que nos ensina a finitude

 

A morte

O Morrer

O morto

Nas lembranças da coletividade a eternidade

Na última lembrança

De um sobrevivente ao contrato da vida

O morrer e o morto e a morte assombram

O sem fim das existências contidas no tempo de agora

 

 

 

 

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Exposição

Exposição

Wlaumir Souza)

Quem expõe

Se expõe

Nos ditos

Nos discursos

Nos escritos

Nos gestos

Nos suspiros e respirações

Nos olhares e silêncios

 

Se expõe

Quem expõe

Nos valores e preconceitos

Nos desejos e nos sonhos e nos fantasmas

Nos gozos e nos chistes e esquecimentos

 

Quem expõe

Se expõe

Na vitrine das retinas

Nos auscultar dos ouvidos em múltiplos sentidos

Nos vívidos e vividos significantes

No show da exposição

De desnudar-se em público

Em múltiplas linguagens caleidoscópicas

Sem o sentir ou saber

 

 


 

domingo, 4 de julho de 2021

Irresponsabilidade

 

Irresponsabilidade

(Wlaumir Souza)

Eles se olharam

Se viram e se enxergaram

Trocaram sorrisos

Ele disse palavras doces

Frases encantadoras

Ela suspirou

Desperta de sua procura incessante

Ecoou os sonhos de uma existência

Aspirados nos giros da vida

Saltou sem olhar as alturas

Mergulhou como se o universo

Não fosse o bastante sem ele

Logos depois ele agitou as calças

Partiu sem olhar para trás

Eram de sentimentos rasos

O oceano que declamara

Ela mergulhou sem salva-vidas

Caiu em pedaços numa piscina furada

Repleta de fantasmas

Da irresponsabilidade afetiva

Que a perseguia

Naquela breve passagem

Pela face da terra

Até aquele átimo de sofreguidão



segunda-feira, 14 de junho de 2021

 

ORGASMO

(Wlaumir Souza)



Geme de prazer

Transpira alegrias

Quer gritar

Se esbaldar sem culpa

Acabar com o calendário

Os horários de compromisso também

Desfilar no carnaval

Em carne viva

Este o desejo

Que foi sequestrado

Roubado pelo capital

Em nome do trabalho extenuante e excedente

Furtado pela publicidade e pela precariedade

Das horas que são dinheiro

Disciplinado pela ordem produtiva

Calado pela religião

Assassinado pelo calmante e antidepressivo

Segue na espreita

Aguarda uma vaga da vida

Nem que seja na vida

A base de químicos

Que prometem de forma incompleta

O que poderia ser delírio divino no humano




terça-feira, 10 de setembro de 2019

Versos e Reversos do Amor – Livro de poesias


No dia 24 de agosto de 2019, às 16h, lancei o livro de poesias Versos e Reversos do Amor  na Livraria Travessa do Ribeirão Shopping.
Todos os livros disponibilizados na Livraria foram vendidos incluso os volumes de minha reserva pessoal.  Ao todo 100 livros comercializados num final de semana.
Foi uma festa de amor ao reencontrar tantas pessoas queridas e que fizeram e fazem parte de minha história em Ribeirão Preto e Região. 
O livro versa sobre o amor nas suas idas e vindas, nas suas contradições entre a realidade e o desejo, entre as possibilidade de ser e seus obstáculos existenciais. Em suma, fala da vida como sendo uma obra de amor construída diuturnamente nas escolhas existenciais que fazemos, quer consciente ou inconsciente, e as demandas que esta liberdade nos impõe para amar e ser amado.

Versos e Reversos do Amor é um convite ao leitor destemido do primeiro quarto do século XXI para refletir intimamente como nossos sentimentos podem ser contraditórios e amo mesmo tempo gerar gozo e esperança. É um apelo à resiliência de amar a vida em tempos tão árduos, repletos de ditos e não ditos que nos conduzem pelo labirinto da existência e seus significados.
Mais que pensar o amor romântico, embora este se faça presente, é pensar o amor e seus avessos como projetos de vida e de significados caleidoscópios, visto que até mesmo o “ódio, que poderias chamar de avesso ao amor, nada mais é que o amor que adoeceu” (Chico Xavier)
Convido para a leitura do livro que está disponível no site da Editora Chiado que tem sede em Portugal e distribuirá o livro para os países lusófonos.
Ou, para quem desejar, diretamente com o autor: wlaumir@hotmail.com 
Caso queira um autógrafo ou falar de poesia, basta convidar o autor para um café.